sábado, 18 de setembro de 2010

Mixto feminino tem dificuldades para custear despesas no Pará

Elas suam a camisa, treinam pesado, quebram paradigmas e ainda são as atuais campeãs do torneio Estadual. Entretanto, isso não é garantia de tenham almoço fora de casa. No país do futebol, a única certeza que as meninas do Mixto Esporte Clube (MT) têm é sobre o jogo que acontece logo mais à noite no estádio Mangueirão contra o Pinheirense , em Belém (PA). A hospedagem e a alimentação ainda são incertas.
 
Horas antes de embarcarem, jogadoras e técnico mobilizavam amigos, conhecidos e alguns empresários a fim de conseguir doações para as despesas que somam R$ 2,5 mil. “São 22 pessoas e pelo horário de chegada e partida, vamos precisar de duas diárias. Vamos ver o que conseguimos”, afirmou o técnico Celso Nunes.
 
O importante é não perder o jogo válido pela segunda fase da Copa do Brasil. Na última semana, em Cuiabá, os clubes empataram num placar sem gols. Para seguir adiante, o Mixto precisa da vitória. Um novo empate leva a decisão para o pênaltis.
 
A competição é promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e, a exemplo da Série D, não oferece auxílio aos clubes, apenas as passagens aéreas. “A gente tem até um patrocinador em vista, mas só no final do mês deveremos ter alguma resposta”, afirmou Nunes.
 
A equipe não é gerida pelo Clube, que apenas cede a marca para utilização, uma espécie de terceirização. De acordo com a assessoria de imprensa do Mixto Esporte Clube, não integram a entidade Mixto Esporte Clube, assim como o futebol feminino, a equipe Master, o futsal feminino e masculino e as demais categorias de base, que antecedem os anos 94, 93 e 92.
 
“O Mixto e a Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (Afam) realizam esporadicamente doações a estas equipes. O clube também auxilia na divulgação de eventos, a fim de apoiar os projetos”, informou a nota.
 
Atuando há mais de 30 anos no futebol profissional em Mato Grosso, Celso Nunes acredita que a realização de um torneio Mundial de futebol em Cuiabá, poderá estimular as equipes a investirem em sua estrutura.
 
“Quem souber trabalhar com projetos pode conseguir alguma coisa”. É claro que ele já tem o seu. A construção de um Centro de Treinamento exclusivo para o time feminino, bem como campos e alojamento para a formação de novas atletas estão inclusos. Celso garante que já está correndo atrás.
 
“Vemos que nos grandes centros as equipes femininas contam até mesmo com preparador e nutricionista. Penso que futebol feminino vive uma ótima fase. Está crescendo em todo país”. Para Mato Grosso, ele já trabalha no sentido de implantar a Liga Mato-grossense de futebol feminino, já que outros clubes como Operário e Palmeiras têm times montados.

Fonte: Terra

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