Futebol é esperança do país caribenho após trágico terremoto
O País do Futebol será a inspiração para recuperar o futebol de um país arrasado. As seleções feminina e masculina do Haiti virão ao Brasil para começar a remontar seus times. No país devastado por um terremoto em janeiro restaram poucos campos. Os que sobraram viraram refúgio para milhares de desabrigados da tragédia que matou 250 mil pessoas. Até a sede da Federação Haitiana de Futebol virou um amontoado de entulhos.
Nesta quarta-feira, 23 integrantes da seleção feminina desembarcam no Rio. Depois, seguem para a cidade mineira de Viçosa, onde começam a preparação na Universidade Federal de Viçosa (UFV), referência em pesquisas relacionadas ao futebol. O time masculino chegará na metade de setembro. O estágio em terras brasileiras é graças a uma parceria com a ONG Viva Rio, que custeará as despesas da temporada e parte dos salários da comissão técnica.
Mais do que aprender técnicas e táticas, os jogadores querem aproveitar para resgatar a autoestima e levar daqui alegria para seu povo.
– O Haiti ama o futebol brasileiro. O programa inclui treinamentos e intercâmbio de jogadores. É um projeto que pode transformar a cara do futebol haitiano. Surgem talentos, mas faltam estádios, técnicos, estrutura – diz Yves JeanBart, presidente da Federação Haitiana, que estava na sede destruída e sobreviveu ao terremoto.
A seleção feminina ficará três semanas em Viçosa. Depois, treinará no Centro de Educação Física da Marinha, no Rio. Elas farão preparação para a Copa Ouro, classificatória para a Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2011. Já a seleção masculina irá preparar-se para torneios da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).
Os integrantes das duas comissões técnicas são brasileiros. É mais uma prova de solidariedade aos haitianos, observa Rubem Cesar, presidente do Viva Rio. O Brasil coordena missão de paz no Haiti e auxilia na reconstrução do país.
– É o Brasil dando as mãos ao Haiti mais uma vez, para garantir a esperança dos haitianos de uma classificação nos Mundiais de 2011 (feminino) e 2014 (masculino) – lembra Rubem Cesar.
Por Daniel Leal e Mauro Graeff Júnior/LanceNet (http://www.lancenet.com.br).

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